Se a ideia é viver uma missão urgente, tensa e cheia de adrenalina, Bunker entrega exatamente isso (e ainda vai além).
Jogamos em três pessoas, sendo uma de primeira viagem em escape rooms, e a experiência funcionou perfeitamente para esse perfil misto. A sala tem uma dificuldade que fica entre média e difícil, exigindo raciocínio, comunicação e organização do grupo, mas sem ser frustrante. Conseguimos escapar faltando três minutos, o que deixou o final ainda mais emocionante (para nossa game master, obrigada por sofrer junto com a gente).
Um dos grandes destaques é que a imersão começa antes mesmo da porta se fechar. A equipe já introduz a história de forma envolvente, ajudando o grupo a entrar no clima da missão desde o início. Lá dentro, a ambientação é extremamente caprichada, com cenários bem construídos e muitos elementos automatizados que tornam tudo mais dinâmico e surpreendente.
Os enigmas são outro ponto alto: fazem sentido dentro da narrativa, são variados e bem distribuídos pelo espaço. Há bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que é ótimo porque permite que todos os jogadores participem ativamente, sem aquela sensação de alguém ficar parado esperando.
Foi uma hora intensamente bem aproveitada, com ritmo constante, desafios bem amarrados ao tema e uma sensação real de estar em uma corrida contra o tempo.
Uma experiência imersiva, desafiadora na medida certa e extremamente divertida do início ao fim.